quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Saúde: Molécula encontrada em carrapato pode ajudar no combate ao câncer



Uma molécula produzida a partir da saliva do carrapato Amblyomma cajennense, conhecido como carrapato-estrela, pode ajudar no desenvolvimento de um medicamento contra o câncer. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto Butantan, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Pesquisas identificaram que a proteína encontrada no parasita era capaz de destruir tumores cancerígenos sem causar danos a células saudáveis. O estudo obteve sucesso em camundongos e coelhos e aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testar a nova droga em humanos.


Para coordenadora da pesquisa Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, responsável pelo Laboratório de Bioquímica e Biofísica do instituto, os resultados obtidos em dez anos de pesquisa indicam que há regressão significativa e até mesmo a cura de tumores no pâncreas, no rim e na pele. Ela lembra, no entanto, que os testes em animais são feitos em ambiente totalmente controlado. “[No laboratório] eu sei quanto injetei de célula tumoral no animal, quanto tempo depois eu comecei a tratar. Isso não é a realidade de um paciente. Você tem que fazer isso [testar em humanos] para provar que a molécula funciona”, disse.


Os estudos mostraram que, em animais saudáveis, a molécula foi rapidamente eliminada pelo organismo. No entano, quando injetada em animais com câncer, se ligou diretamente ao tumor e demorou a ser excretada. “Ao analisar as proteínas que induzem à morte desse tumor, eu vejo que, sim, as células foram acionadas pela molécula. A gente está bastante animado com isso”, declarou Chudzinski-Tavassi. Ela explica que é preciso investigar se haverá necessidade de combinar o medicamento com outros tipos de tratamentos já estabelecidos, como a quimioterapia. “Ainda não é possível dizer se vamos conseguir ter umresultado melhor em humanos somente com a molécula”.


A descoberta da célula foi uma surpresa, de acordo com a pesquisadora. Ela conta que, inicialmente, a intenção era buscar moléculas capazes de produzir novos anticoagulantes. “Queríamos saber o que tinha no sistema desse carrapato que mantinha o sangue incoagulável. Se ele é hematófago [parasita que se alimenta de sangue], ele necessariamente tem algo ou que impede a coagulação ou que destrói coágulos já formados”, explicou. Durante o processo, percebeu-se que a molécula poderia atuar na proliferação celular. “Aí foi a surpresa. Começamos a testar tipos de células tumorais e [a molécula] sempre matava células tumorais e não matava as normais”, relatou.


Ao mudar o foco da pesquisa, o instituto solicitou a patente em território nacional e internacional, pois não havia registro dessa molécula. Nas etapas que se seguiram, os pesquisadores estabeleceram uma metodologia de produção escalonável. “Se vamos propor uma nova molécula, temos que ter um sistema de produção que dê conta, para virar de fato um medicamento”, explicou a coordenadora. Além disso, foi feita a formulação, que é a transformação da molécula em produto. “Foi analisada a estabilidade, para ter certeza de que é possível mantê-lo em um frasco por um tempo determinado para que possa viajar echegar ao destino”, detalhou. Até o momento, todos os testes foram bem sucedidos.
PROPOSTA PODE ACABAR COM PAGAMENTO DE AUXÍLIO-RECLUSÃO
PEC DO SENADOR ALFREDO NASCIMENTO ACABA COM PAGAMENTO DO BENEFÍCIO
Senador Alfredo Nascimento (
Senador Alfredo Nascimento (PR/AM)
Aguarda relatório na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) proposta de emenda à Constituição que retira o auxílio-reclusão da relação de benefícios previdenciários. O autor da PEC 33/2013, senador Alfredo Nascimento (PR-AM), diz representar o pensamento de uma parte expressiva da sociedade contrária ao pagamento do benefício.
O parlamentar diz que o assunto é polêmico e relata que uma das principais queixas dos trabalhadores que contribuem com a Previdência é a de “pagar a conta” para que famílias de presos recebam o auxílio-reclusão. O benefício, no entanto, só é devido às famílias de presos que também são contribuintes da Previdência.
“Para a sociedade não é fácil aceitar pacificamente a concessão do benefício àqueles que cometeram crimes”, argumenta o senador.
Para Nascimento, é necessária a aprovação de emenda constitucional, inclusive para se evitar a invocação de direito adquirido no futuro, além de se desonerar a Previdência Social.
O relator da matéria na CCJ é o senador José Pimentel (PT-CE).

Auxílio

Segundo o Boletim Estatístico da Previdência Social (Beps), em 2012 o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) pagou R$ 434 milhões em auxílio-reclusão.
O auxílio-reclusão é pago mensalmente aos dependentes do trabalhador preso em regime fechado ou semiaberto que vinha contribuindo de forma regular para a Previdência Social. O objetivo é garantir a sobrevivência da família na ausência temporária do provedor.
O valor do benefício é dividido entre todos os dependentes legais do segurado. O cálculo é feito de acordo com a média dos valores de salário de contribuição.  O benefício varia entre R$ 724 (valor atual do salário mínimo) até R$ 971,78, ou seja, para famílias de baixa renda, como preceitua o texto constitucional.
O auxílio-reclusão deixa de ser pago com a morte do segurado, em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou cumprimento da pena em regime aberto.

Vem aí, o Viagra Caipira

Crédito: Michael Wolf/Wikimedia CommonsLegenda: A planta Piper cubeba, ou pimenta-de-java, usada por pesquisadores que procuram um "novo viagra"

Planta Piper cubeba ou pimenta-de-java, usada por pesquisadores que procuram um novo viagra.

O estudo está sendo feito por pesquisadores de uma Universidade do interior de São Paulo. o teste feito com uma ´serie de moléculas tinha como base encontrar uma fórmula no combate a doença de chagas e para surpresa os ratos apresentaram resultados eficazes não para tratar a doença e sim com propensão a potencial erétil. o estudo está sendo intensificado por pesquisadores da Universidade de Franca. 
ENTREVISTA À FOLHA
Eunício critica PT, denuncia crimes eleitorais e anuncia candidatura em Fortaleza


Candidato derrotado ao governo do Ceará, o senador Eunício Oliveira (PMDB) repete um colega de partido e diz: "O PT é uma harpa paraguaia. Porque a harpa normal se toca para frente e para trás. A harpa paraguaia só se toca para dentro".

O líder do PMDB foi derrotado no segundo turno para o petista Camilo Santana, 46, aliado dos irmãos Cid e Ciro Gomes (Pros).

Ele ataca a legislação eleitoral, que permite que um aliado de Dilma, ele, no caso, tenha como adversário na eleição estadual um candidato do partido da presidente.

"Eu sou aliado a Dilma no plano nacional e tem um candidato do partido contra mim no plano estadual. Não vê como isso é estranho? O Supremo errou quando cortou a verticalização das eleições. Isso está errado. A Suprema Corte também erra."

 A seguir, trechos de sua entrevista à Folha.

Folha - Henrique Eduardo Alves, do PMDB e presidente da Câmara, reclamou do apoio que o PT deu ao adversário dele, Robinson Faria, que acabou eleito governador no Rio Grande do Norte. Como o sr. avalia a participação do PT nacional no Ceará? Foi cumprido o prometido?
Eunício Oliveira -
 A eleição passou. Eu aceito as coisas com naturalidade. Tive quase 2 milhões e 100 mil votos do povo cearense e é isso que eu quero levar dessa eleição. Em relação à participação nacional do PT prefiro guardar minha avaliação para mim mesmo. Não quero externar nenhum juízo de valor. Faço minha autocrítica e espero que eles façam também a deles.

Ficou algum trauma das urnas que pode azedar a relação dos dois partidos no plano nacional?
Sinceramente, mágoa nenhuma. Mas é como disse hoje meu amigo Luiz Henrique [senador do PMDB-SC]. O PT é uma harpa paraguaia. Porque a harpa normal se toca para frente e para trás. A harpa paraguaia só se toca para dentro.

E o senhor concorda com essa avaliação?
Você tem alguma dúvida disso (risos)?

Mas o PT não enviou nem a Dilma nem o Lula para pedir votos para o adversário do senhor. Eles não teriam cumprido parte do acordo?
Eu sou aliado a Dilma no plano nacional e tem um candidato do partido contra mim no plano estadual. Não vê como isso é estranho? O Supremo errou quando cortou a verticalização das eleições. Isso está errado. A Suprema Corte também erra. É feito por homens e mulheres. Nacionalmente eu pedia votos para o 13, mas, no Estado, não podia pedir para o 13, porque meu adversário é do PT. Essa legislação está equivocada. Precisa de uma reforma política já.

Em seu primeiro discurso após eleita, a presidente Dilma Rousseff (PT) sinalizou a necessidade de uma reforma política e o desejo de realizar um plebiscito, mas alguns líderes do seu partido já mostraram resistência em relação a este segundo ponto. O sr. vê viabilidade na realização do plebiscito?
Eu sou líder do PMDB do Senado e lhe digo: isso não passa dessa forma. O Congresso vai derrubar se vier dessa forma. Nós entendemos que tem que existir um referendo, porque a população tem que ser ouvida. O Congresso aprova uma reforma política, e a população vota se quer ou não. O plebiscito não tem sentido. Acabamos de passar por uma eleição. Vamos passar por outra para aprovar uma Constituinte? Não existe isso. Na democracia deve-se respeito ao Parlamento como aos outros poderes. Se vier dessa forma eu encaminho contra.

E em relação àqueles peemedebistas que não fecharam apoio com Dilma? Ainda existe o racha no partido? Fala-se da eleição de Eduardo Cunha, líder do bloco dos dissidentes, para a Câmara em 2015...
Disputa de mesa é normal. O PMDB não pode se candidatar? Por que não? O PT não disputou com o PMDB no Rio, sendo que o Pezão disputava a reeleição? Então pode existir disputas internas, mas não quando a preferência é do PT? É de novo a história da harpa.

Fechado o segundo turno, o PMDB foi o partido com mais governadores eleitos nos Estados, sete, ao todo. Isso força uma maior proximidade da presidente com a bancada peemedebista? Aumentará a composição de nomes do partido no ministério?

O PMDB aumentou sua força no país. Essa questão de ministério para mim é secundária. Por mim o PMDB nem aceitava nenhum ministério nesse governo. Nosso apoio não foi por cargo foi em nome de um projeto. E somos hoje o maior partido do Brasil. Sai eleição e entra eleição e o PMDB sempre sai mais forte. Quem não tem tamanho desqualifica o PMDB, mas a população vai lá e mostra que quer o PMDB novamente. É sempre assim. Em relação ao governo Dilma nós não somos agregados. Nós somos o governo. Meu presidente [do partido] é o vice-presidente da República, o Michel Temer. Nós estamos fortalecidos em nome de um projeto maior.

Com essa capilaridade, qual é o projeto do PMDB para 2018?
Eu defendo candidatura própria para presidente. Eu e uma ala importante do partido defendemos isso. O PMDB não precisa ficar à sombra de ninguém. É o maior partido do Brasil.

O sr. defende então o rompimento com o PT para 2018?
Eu defendo que o PMDB lance candidatura própria. Cada partido é livre para seguir seu rumo. Se eles quiserem caminhar em outra posição que fiquem à vontade.

O governador Cid Gomes tem sido cotado para ser ministro de Dilma nesse segundo mandato. O que o sr. acha disso?
Primeiro eu não tenho poder de vetar uma indicação da presidente. Segundo, mesmo que tivesse, não agiria dessa forma, pois qualquer coisa que seja favorável ao meu Estado eu aprovo. Terceiro porque não faço política com ódio ou ressentimento.

Na véspera da eleição estadual o sr. chegou a declarar que o governador usou a máquina do governo para 'esmagar' sua candidatura. O que especificamente foi feito na disputa?
Quem andou em Fortaleza no dia das eleições viu nas ruas mais um milhão de camisas amarelas [cor do adversário Camilo Santana] sendo distribuídas com dinheiro dentro, algo em torno de R$ 70. Na cidade de Quiterianópolis ficamos sabendo que o governo deu feriado nas escolas, prometeu adutora e que ia asfaltar as ruas. Isso na véspera da eleição. Aí, eu que nas pesquisas tinha lá 80% do eleitorado passei a ter 20%. Inverteu o processo. Isso é uso da máquina ou bênção de Deus?

O sr. também reclamou nestas eleições dos ataques que recebeu do atual secretário de Saúde do Ceará Ciro Gomes...
Ele é um desequilibrado. Estava desesperado achando que ia perder o governo, porque ele acha que aquilo é dele e ninguém pode tomar. Levantei 19 processos contra ele, por injúria, difamação e danos morais. Quando receber o dinheiro dele já sinalizei que vou doar tudo para uma instituição que cuida de drogados.

O novo governador Camilo Santana assume com ampla maioria na Assembleia Legislativa. Qual será a posição do sr. a partir de agora no Estado? Muito tem se falado do desejo do sr. de organizar a oposição no Ceará...
O PMDB é a partir de agora oposição no Ceará. Faremos uma oposição propositiva, e não raivosa. Oposição assina CPI, faz o que precisa ser feito. Aquele parlamentar que for cooptado e quiser fazer parte do governo nós vamos brigar para que ele perca seu mandato na Justiça. A legislação eleitoral exige fidelidade partidária e nós vamos fazer valer isso. Vamos fiscalizar o governo.

Embora tenha perdido em 149 municípios do Ceará, o sr. conseguiu vencer em Fortaleza, que é administrada por um prefeito ligado a Cid Gomes. Isso credencia o PMDB para concorrer daqui a dois anos?
O PMDB vai lançar candidatura em Fortaleza e na maioria dos municípios cearenses. Eu vou coordenar isso particularmente em 2016. Saímos extremamente fortalecidos das urnas. Tivemos 57% dos votos na capital. Ganhamos em todas as cidades da região metropolitana, menos duas. Ou seja, estamos fortes.

* Com informações da Folha de S. Paulo

Deputado que não se reelegeu se diz ´desmotivado´ e renuncia ao mandato.



O deputado federal Carlos Souza (PSD-AM) renunciou nesta quarta-feira (29) ao mandato parlamentar. Ele se diz “desmotivado” por não ter conseguido se reeleger. A carta de renúncia foi lida no plenário da Câmara dos Deputados pelo deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), que presidia a sessão.
"Resolvi tomar a decisão de antecipar minha renúncia ao cargo de deputado federal em virtude de não ter logrado êxito nas eleições", escreveu Souza na carta de renúncia. “Sinto-me desmotivado para continuar no exercício do cargo".
Segundo ele, "por compreender o recado das urnas”, ele não se sentiria “confortável em permanecer mais esses meses sem corresponder às expectativas em mim depositadas pelo povo amazonense”. A renúncia se deu logo depois de processo contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) por tráfico de drogas ter sido colocado em pauta.
Mas a renúncia não deve impedir que Souza continue a ser julgado pelo STF, mesmo sem o foro privilegiado. Isso porque os ministros já decidiram em outro caso de renúncia parlamentar que, quando a renúncia se dá após a apresentação das alegações finais da defesa, o processo não volta para instâncias inferiores da Justiça.
Segundo a Câmara, Carlos Souza estava no terceiro mandato como deputado. Quem assumirá no lugar dele é Luiz Fernando Sarmento Nicolau, também do PSD-AM, que já foi deputado federal e usava o nome parlamentar de Dr. Luiz Fernando. Ele terá 30 dias para assumir o mandato, que se encerra em 31 de janeiro de 2015.

MINISTRO DO STF ''SISTEMA E PARTICULAMENTE DURO COM OS POBRES E MANSO COM OS RICOS''


Ao comentar a autorização concedida ao ex-ministro José Dirceu para cumprir pena no regime aberto, o ministro Luís Roberto Barroso, admitiu que “o sistema é particularmente duro com os pobres e relativamente manso com os ricos”, em uma crítica à estrutura penal.


 “É muito mais fácil, no Brasil, prender um menino com cem gramas de maconha do que condenar um agente público que tenha cometido fraude de 1 milhão de reais”, criticou.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (28) que o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, possa cumprir o restante da pena de sete anos e 11 meses em regime domiciliar. Relator do processo do mensalão, Barroso confirmou o benefício ao mensaleiro pelo fato de o mensaleiro ter trabalhado e estudado na cadeia e, com isso, aberto caminho para o abatimento de parte dos dias da sentença. Ele permaneceu menos de um ano atrás das grades.

Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão, Dirceu cumpria a pena desde 15 de novembro do ano passado no regime semiaberto, com permissão para sair durante o dia para trabalhar em um escritório de advocacia e retornar à noite para a prisão. 

Apesar das observações feitas, Barroso aponta que há uma legislação sobre execução penal que permite as progressões de regime e deve servir para todos: “Não cabe ao juiz tratar desigualmente as pessoas porque a sociedade tem antipatia por um réu. Meu papel é tratar a todos igualmente”, declarou.

Para Barroso, a sensação de impunidade “talvez não corresponda à realidade”. Ele explica que a sociedade brasileira e os legisladores fazem “opções”. “Não há presídios adequados na quantidade necessária para a demanda que existe e portanto existem soluções paliativas”, afirmou. “O país tem recursos limitados para investir no sistema penitenciário. 

Posso achar menos bom do que o desejado, mas é a opção de um País que tem que investir em educação, saúde, transporte, saneamento e só tem uma determinada quantidade de recursos para investir no sistema penitenciário.”

No entendimento do ministro, que já autorizou a progressão de regime de outros condenados no mensalão, como o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, o processo do mensalão é um marco importante contra a impunidade no Brasil
fonte veja

Fala, galera!
Apresentei hoje na Câmara dos Deputados um projeto de Lei que inclui o estudo da Constituição Federal nos ensinos fundamental e médio. Pela proposta, a disciplina deve formar um cidadão consciente de seus direitos individuais e deveres sociais.
O objetivo deste projeto é expandir a noção cívica dos nossos estudantes, ensinando-lhes sobre seus direitos constitucionais, como cidadão e futuro eleitor e, em contrapartida, aprenderem sobre seus deveres.
É importante também que nossos jovens tenham uma base educacional sólida para compreender a importância de ser um cidadão consciente e as consequências geradas à gestão pública ao escolher um candidato despreparado ou ficha suja.

Ipu fica de fora e Ipueiras ganha 1500 carteiras de habilitação do governo do Estado


Durante toda essa semana, de 27 à 31 de outubro, a Comissão do Detran-CE estará em Ipueiras validando as pré-inscrições para começar o processo de habilitação dos motociclistas interessados em se inscreverem no Programa Carteira de Motorista Popular. O Programa Consiste em oferecer aos cidadãos a primeira habilitação na categoria A. 

A Primeira etapa para a inscrição é no site do Detran-CE (www.detran.ce.gov.br). Logo na primeira página há uma foto de uma carteira de motorista. O candidato deverá clicar no nome "Carteira de Motorista Popular". Em seguida abrirá uma página que contêm vários link, sendo um deles "Pré-cadastro". Nesta tela há vários campos com todas as informações que devem ser preenchidas corretamente.

A segunda será a validação da inscrição que estará acontecendo até o dia 31 de outubro no CRAS à comissão o candidato deve apresentar:

- Comprovante de residência;
- Carteira de Identidade;
- CPF;
- Comprovante de que é beneficiário do programa Bolsa Família, (ou) comprovação estar estudando há pelo menos seis meses eu escola pública, (ou) comprovação de ter estudado pelo menos 12 meses na escola pública (ensino fundamental, médio ou profissionalizante), (ou) ser egresso do sistema penal, (ou) ser portador de necessidade especial (em condições de conduzir uma motocicleta).
Caso os dados sejam comprovados, os candidatos que atendam aos critérios do programa terão os nomes divulgados na página do Detran para posterior instrução e recebimento do certificado de gratuidade, que dará direito à inscrição de graça em um dos Centros de Formação de Condutores credenciados.




Fonte :PREFEITURA MUNICIPAL DE IPUEIRAS

Com aumento da Selic, Brasil se mantém como o país com maior juro real do mundo


Levantamento considera taxa nominal e inflação para os próximos 12 meses.


O Brasil se mantém como o país com maior taxa real de juro (descontada a inflação do mundo) em um grupo de 40 países. Com a elevação da Selic para 11,25% ao ano, na noite desta quarta-feira, e considerando a inflação projetada para os próximos 12 meses, o juro real do Brasil está em 4,46%. O levantamento foi elaborado pelo economista Jason Vieira, da consultoria Moneyou. Ao considerar as taxas nominais, o Brasil ocupa a terceira colocação. 

Na avaliação de Vieira expectativa é que o Brasil mantenha essa liderança. Isso porque, em boa parte dos países analisados, está ocorrendo uma elevação da inflação, o que faz com que os juros sejam menores, mesmo com a manutenção das taxas. Aqui, ao contrário, está ocorrendo um aumento dos juros. "Está ocorrendo a elevação no nível de inflação em diversos países, mas sem alteração dos juros. Então essa diferença do Brasil para as demais economias pode subir. A gente vai se consolidando no topo", afirmou. 

A China aparece na segunda colocação, com uma taxa de juros real de 3,52%. Por sinal, são os países dos BRICS que concentram as maiores taxas. A Índia tem uma taxa de2,27%, terceira colocação, seguido por Rússia, com 1,98%. A exceção é a África do Sul, que está com um juro real negativo de 0,33% (15ª colocação). 

Por sinal, das 40 economias analisadas, 30 estão com juro real negativo. Quando se considera apenas a taxa nominal, o Brasil está na terceira colocação, atrás da Argentina, 18,78%, e a Venezuela, 17,94%. No entanto, esses dois países estão com inflação em nível bastante elevado, o que faz com que a taxa real esteja negativa em, respectivamente, 14,71% e30,71%.


Fonte: O Globo

Augusta Brito perde em casa! No graça, prefeita derrota candidata filha da terra


No município do Graça, na Zona Norte, onde a disputa é polarizada entre mulheres, a prefeita Iraldice Alcântaras (Pros) mostrou força e desconheceu sua opositora e ex-prefeita Augusta Brito (PCdoB) que mesmo gracense e tendo conquistando uma vaga na Assembleia Legislativa, não conseguiu vencer em sua terra natal. A maioria ficou para os candidatos da prefeita – Zezinho Albuquerque e Nenen do Cazuza – além do candidato do PT, Camilo Santana, que a ex-prefeita Augusta Brito (PCdoB) fazia questão de não aliar seu nome ao mesmo, no primeiro turno.

Fonte: Sobral de Prima

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dilma superou votação de Aécio às 19h32; veja gráfico

Gráfico

A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) só passou à frente de Aécio Neves (PSDB) durante a apuração dos votos no domingo (26) às 19h32, com 88,9% do total apurado. Um gráfico elaborado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra a evolução dos votos recebidos pelos dois candidatos à Presidência.

Aécio iniciou a apuração, às 17h01, com 51,62% dos votos válidos. Quatro minutos depois, ele abriu sua maior vantagem durante toda a apuração, chegando a 67,7% (isso com apenas 139.808 votos contabilizados).

A petista foi diminuindo a diferença gradativamente. Ela chegou aos 40% às 17h29 (com quase 10 milhões de votos verificados). Às 18h26, foi registrada a maior diferença do candidato do PSDB em relação à candidata do PT em número absoluto de votos: 6.773.669 (até então mais da metade dos votos já haviam sido contados).

Às 19h04, Dilma reduziu a vantagem pela metade e, depois, foi se aproximando do adversário, até atingir os 50,05% às 19h32. Uma hora depois, exatamente às 20h32, a vitória dela foi confirmada matematicamente, com 51,47% dos votos válidos.

O último voto foi contabilizado às 2h13 da segunda (27), quando 100% das urnas foram apuradas. Dilma terminou com 51,64% e Aécio, com 48,36%. Ela teve, ao todo, 54.501.118 votos e o tucano, 51.041.155

terça-feira, 28 de outubro de 2014

COMENTÁRIO
SCARCELA JORGE.

O IMPERATIVO DA CORRUPÇÃO.
DILETOS OUVINTES
Como de costume e de bom agrado da maioria do povo brasileiro a corrupção dominou o cenário político e eleitoral no país. Para combater o câncer a modo Brasil e de um potencial, quase intransponível, para que “milagrosamente” aconteça, vem surgindo propostas para combater a corrupção, de criar novas leis. Por exemplo: uma política criminal efetiva, sem dúvida, diminuiria a impunidade que impera no campo da corrupção. Contudo, ampliar o poder repressivo do Estado, permitindo processos mais céleres e punições mais severas, é mero paliativo se não se cortar o combustível que alimenta o poderoso motor da corrupção. A corrupção no Brasil gira em torno de um sistema político que incentiva a formação de alianças partidárias espúrias, que chega ao eleitor a pura negociata de preferência, antes apelidada de voto. Centralizando o questionamento proveniente da raiz política, o denominado presidencialismo de coalizão gera a necessidade de maiorias no Parlamento, que, por sua vez, é composto por uma fragmentação partidária decorrente de um pluripartidarismo pseudodemocrático. Decerto que esse modelo fora idealizado no sentido de que as maiorias seriam construídas sobre bases ideológicas e valores republicanos. Ingenuidade. A nossa elite política criou um mecanismo próprio para alcançar a coalizão exigida pelo sistema: a ampliação do número de funções e cargos públicos, que são loteados entre partidos políticos, por vezes, meras legendas de aluguel. E a mercantilização do apoio político sustenta os governos. De fato, consolida-se uma cultura política rasteira, em que interesses desprezíveis se legitimam em nome da governabilidade. E a sabedoria do personagem corrupto, segundo a qual quem quer rir tem que fazer rir, parece ser a bandeira da prática política. De outra parte, o sistema eleitoral proporcional, nos moldes do brasileiro, inviabiliza uma fiscalização efetiva. São muitas as candidaturas e cada candidato com a sua campanha, que deve ser individualmente fiscalizada. As campanhas têm um custo financeiro altíssimo, impondo ao candidato uma corrida desenfreada atrás do financiamento privado ou seria patrocínio? E o eleito assume seu cargo já devedor, diante de um nefasto vínculo estabelecido com aqueles que viabilizaram economicamente a sua campanha. Mas, por meio de benesses suportadas pelo erário, a retribuição vem a galope. E o espaço público se vê privatizado pelos sempre donos do poder. Ao cidadão resta a (des) esperança de uma mudança nesse corroído e degenerado sistema. Mas, ao fim e ao cabo, quem poderia fazê-la a quer? – “ora, ora, se para o sistema é ótima a situação corrupta, mudar pra quer, se a maioria do eleitorado está conivente com a corrupção”.

Antônio Scarcela Jorge.

Primeiro do Ceará: Educação Contextualizada pode se tornar política pública em Nova Russas

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Alunos, Cáritas e sociedade civil na sessão do dia 22 deste mês – Foto- Cáritas Diocesana
A Câmara dos Vereadores do Município de Nova Russas fará na sessão da próxima quarta (29) poderá transformar a Educação no município se aprovar projeto de lei que torna a Educação Contextualizada e Educação no Campo uma política pública.
A expectativa é da Cáritas Diocesana de Crateús e de movimentos sociais naquele município, incentivadora e realizadora da iniciativa no município e em vários outros município do Ceará e Nordeste. Conta com patrocínio da Petrobrás.
Na última sessão o projeto foi apresentado pela vereadora Katia Santos e debatido pelos vereadores e por representantes da sociedade civil.
Além de Nova Russas, que deve ser o primeiro do Estado a aprovar lei do tipo, depois Tamboril, Ipaporanga, Quiterianópolis e Independência devem experienciar o mesmo processo.
Modelo
O novo modelo de Educação, que envolve alunos e famílias das escolas da zona rural em atividades modulares valoriza e destaca o semiárido, facilitando o aprendizado e a convivência de todos na região.
Fonte: Cáritas Diocesana de Crateús

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

BNB alerta: Produtores rurais e agricultores familiares têm até o dai 31 para renegociar dívidas

Termina na próxima sexta-feira, 31 de outubro, o prazo para agricultores familiares e produtores rurais aderirem à renegociação de dívidas que estavam adimplentes em 31/12/2011. Após a adesão, os produtores têm até 30 de novembro para formalizarem suas renegociações.

A renegociação prevê prorrogação das parcelas com vencimento em 2012, 2013 e 2014 e bônus de adimplência de 80% sobre o valor de cada parcela paga até seu vencimento, com base na determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio das resoluções 4.211 e 4.212. A concessão de bônus se aplica aos clientes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O banco também está renegociando dívidas contratadas entre 2007 e 2011, em razão de prejuízos gerados pela estiagem. Esses casos são regulamentados pelas resoluções 4.250 e 4.251, com prazo de formalização estendido para 30 de dezembro deste ano. Para essas situações, a prorrogação da dívida é de até 10 anos.

O Banco do Nordeste trabalha ainda com o parcelamento das dívidas, liquidação com bônus de até 85% e concessão de novo crédito para liquidação de dívidas. E dentre os instrumentos de renegociação com base em medidas legais, destaca-se a Resolução 4.365, que visa as operações do Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária (Procera) e a Lei 12.844, que trata de operações de até R$ 200 mil contratadas até 2006.

Desde julho 2013, já foram renegociadas 242.362 operações de crédito em toda a áreas de atuação do Banco do Nordeste, enquadráveis nas diversas medidas legais vigentes, totalizando R$ 2,5 milhões. Somente no Ceará, estes números foram de 49.414 operações e R$ 442,9 mil, respectivamente

O Brasil está sendo invadido por alienígenas

No RN, vereadora sugere divisão entre Brasil e 'Nova Cuba' no Facebook

Eleika Bezerra é vereadora pelo PSDC em Natal.
Postagem publicada nesta segunda (27) sugere ainda a 'implosão' de MG.

Fernanda Zauli Do G1 RN
Figura do mapa do Brasil 'subdividido' foi postado pela vereadora de Natal Eleika Bezerra na página que ela mantém no Facebook        (Foto: Reprodução/Facebook de Eleika Bezerra)Figura do mapa do Brasil 'subdividido' foi postado pela vereadora de Natal Eleika Bezerra na página que ela mantém no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook de Eleika Bezerra)
A vereadora de Natal Eleika Bezerra (PSDC) postou em uma rede social na manhã desta segunda-feira (27) uma imagem que mostra o mapa do Brasil dividido entre os estados onde Dilma Rousseff teve maioria de votos e os que onde Aécio Neves saiu vencedor. A imagem mostra os estados das regiões Norte e Nordeste, além Rio de Janeiro e Espírito Santo compondo o que denominou de “Nova Cuba”. O Brasil ficaria sendo os demais estados,  com exceção de Minas Gerais, que seria “implodido para a construção de um lago”. A assessoria de imprensa da vereadora confirmou que a postagem foi publicada pela própria Eleika Bezerra.
Às 14h30 a vereadora emitiu nota por meio da assessoria de imprensa. O texto diz que Eleika não teve o intuito de promover o preconceito entre regiões, mas que, em relação às eleições, "presenciamos uma campanha que dividiu o país em etnias e classes sociais eivada de preconceitos e maniqueísmos, o que resulta no estímulo ao espírito separatista".
A nota diz ainda que a vereadora esteve em Cuba há cinco anos e confirmou "o avanço na educação e na saúde e a falta de liberdade, até de ir e vir. Reafirmo que o meu desejo é de que o Brasil possa se espelhar em Cuba no que diz respeito à saúde e à educação, mas nunca na ausência da liberdade de expressão". Ao encerrar, a nota afirma que Eleika é professora há mais de 50 anos e sempre teve uma postura pautada pela ética, transparência e defesa da minha liberdade de expressão. "Vivo em um país em que o direito de expressar o que penso é assegurado pela Constituição Federal e posso, portanto, manifestar minhas ideias".
A postagem causou indignação em internautas que não pouparam críticas à vereadora. "Professora, confesso que perdi toda a admiração que nutria pela sua figura. Confiava que você pudesse fazer a diferença na política potiguar, alçando inclusive voos mais altos do que o posto de vereadora de Natal. Acreditava na voz pela Educação. Agora eu vejo que a senhora é só mais uma igual a eles", comentou Heronildes Júnior. "Que absurdo, estou preocupado com esse povo que não respeita a democracia", disse Adilson Rodrigo.
Eleika foi eleita vereadora em 2012 pela primeira vez e ficou conhecida por se comprometer a doar todo o salário de parlamentar para instituições de caridade. O compromisso foi registrado em cartório à época.
Sobre a vereadora
Eleika Bezerra, 71 anos, é professora aposentada pela UFRN. Foi subsecretária de educação do Estado e secretária municipal de educação de Ielmo Marinho e Natal, onde foi responsável pela criação do Programa Pré-escola Para Todos. A professora já atuou na direção do Instituto Kennedy e fundou, junto com um grupo de educadores, o Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE).
Professora Eleika Bezerra, eleita vereadora em Natal (Foto: Divulgação)Professora Eleika Bezerra, eleita vereadora em Natal (Foto: Divulgação)


Os comerciários e a reeleição de Dilma

Fecomerciários recebeu informações de novo governo como não mexer nos direitos trabalhistas e, tampouco, arrochar salários de forma otimista

Fecomerciários (Federação dos Empregados do Comércio do Estado de São Paulo) que representa os profissionais que atuam no comércio,  acompanhou atentamente o pronunciamento da presidenta da República reeleita Dilma Rousseff que deixou claro que não vai mexer nos direitos trabalhistas e, tampouco, arrochar salários.
 “Essas observações são importantes e nos levam a reafirmar que contamos com uma pauta trabalhista que unifica o movimento sindical e beneficia toda a classe trabalhadora. Para os comerciários do Estado de São Paulo esta pauta serve como ponto de partida para promover o estreitamento das relações do Palácio do Planalto com os trabalhadores. Tem tudo para dar certo”, explica Luiz Carlos Motta, presidente da Fecomerciários, que atualmente representa 2,8 milhões de comerciários no Estado.
A candidatura de Dilma Rousseff conquistou a confiança de 51, 64% do eleitorado; Aécio Neves, 48,36%. Este acirrado processo eleitoral revelou o amadurecimento democrático brasileiro. Prevaleceu a vontade popular.
“Considero que a presidenta fez um discurso maduro, otimista. Destaco seu interesse em estreitar o diálogo com os mais variados setores da nossa economia. É importante valorizar o diálogo para que se garanta entendimento com as forças políticas e, assim, o segundo mandato seja transformador e promova as mudanças necessárias e prometidas durante a campanha eleitoral”, finaliza Motta.

CAMPANHA DO ÓDIO, DA VIOLÊNCIA E DA MENTIRA OBTÉM A MAIORIA NAS URNAS: DILMA SE REELEGE COM QUASE 52% DOS VOTOS. À SUA FRENTE, UMA ECONOMIA ESTAGNADA E O FANTASMA DO IMPEACHMENT. PODE CONTAR COM A GENTE (RE)GOVERNANTA: PARA VIGIÁ-LA

Dilma Rousseff, do PT, que vai fazer 67 anos no dia 14 de dezembro próximo, reelegeu-se presidente da República. Com a apuração concluída, ela conquistou 51,64% dos votos, contra 48,36% de seu oponente, Aécio Neves, do PSDB. Em números absolutos: 54.501.118 contra 51.041.155, uma diferença de 3.459.963. Dilma conquista o segundo mandato de forma legítima, segundo as regras do jogo, mas é importante destacar um aspecto importante. O eleitorado brasileiro é composto, neste 2014, de 142.821.348 pessoas. Logo, ela foi eleita por apenas 38% dos eleitores. Votaram em branco 1.921.819 pessoas (1,71%), e preferiram anular outros 5.219.787 (4,63%). Ocorre que um contingente gigantesco de 30.137.479 (21,1% do total) preferiram não comparecer às urnas. Vale dizer: 37.279.085 pessoas — quase a população da Argentina — preferiu não votar em ninguém. Estamos falando de mais de um quarto do eleitorado: 27,44%. E assim é com o absurdo instituto do voto obrigatório. Um presidente é ungido, note-se, com o voto da minoria do eleitorado. Parece-me que um dos deveres de Dilma é tentar atrair a adesão daqueles que preferiram outro caminho. E é nesse ponto que as coisas podem se complicar para ela.
Vamos ser claros? O PT não se caracteriza exatamente por fazer campanhas limpas. Gosta de dossiês e de montar bunkers para destruir reputações; adere com impressionante presteza às práticas mais odientas da política; transforma adversários em inimigos; não distingue a divergência legítima da sabotagem e o oponente de um alvo a ser destruído; julga-se dotado de um exclusivismo moral que lhe confere o suposto direito de enlamear a vida das pessoas. Não foi diferente desta vez. Ou foi: a violência retórica e as agressões assumiram proporções inéditas. Nunca se viram tanta baixaria, tanta sordidez e tanta mentira numa campanha.
Vejam de novo o placar: Dilma venceu Aécio por uma pequena diferença. Quantos desses votos são a expressão do terror, do medo, do clientelismo mais nefasto? Não! Não se trata, é evidente, de tachar os eleitores de Dilma de “desinformados” — até porque, felizmente, a democracia ainda não inventou um mecanismo que distinga os “bons” dos “maus” votos. Mas é preciso ser um pilantra para ignorar que pessoas economicamente vulneráveis, que estão à mercê do Bolsa Família, acabam decidindo não exatamente com menos informação, mas com menos liberdade.
Multiplicaram-se aos milhares as denúncias de chantagens aplicadas contra as pessoas que recebem benefícios sociais do Estado brasileiro. Cadastrados do Bolsa Família e do Minha Casa Minha Vida passaram a receber torpedos e a ser bombardeados com panfletos afirmando que Aécio extinguiria os programas, como se estes pertencessem ao PT, não ao Brasil. De própria voz, Dilma chamou os tucanos de inimigos do salário mínimo — que teve ganho real acima de 85% no governo FHC, superior, proporcionalmente, aos reajustes concedidos pela própria presidente reeleita. E daí? As mentiras sobre o passado foram constrangedoras: FHC teria entregado o país com uma inflação maior do que a que recebeu; tucanos teriam proibido a construção de escolas técnicas; o governo peessedebista teria sido socialmente perverso… E vai por aí. Sobre o futuro do Brasil, não disse uma miserável palavra a não ser um daqueles miraculosos programas — agora é a vez do “Mais Especialidades”…
Quantos dos 3.459.963 votos que Dilma obteve a mais do que Aécio se consolidaram justamente no terror? Ora, esbarrei em São Paulo com peças verdadeiramente sórdidas de agressão à honra pessoal do tucano. Estatais foram usadas de maneira vergonhosa na eleição, como se viu no caso dos Correios. Em unidades de bancos público, como CEF e BB, houve farta distribuição de panfletos contra o candidato do PSDB.
É claro que o medo, ainda que por margem estreita, venceu a esperança. Dilma assumirá o novo mandato, no dia 1º de janeiro, com boa parte dos brasileiros sentindo um certo fastio de seu governo. Pior: o país parou de crescer, os juros estão nas nuvens, e a inflação, raspando o teto da meta. Dilma também não tem folga fiscal para prebendas, e o cenário internacional não é dos mais hospitaleiros. Não será fácil atrair aqueles que a rejeitaram porque vão lhe faltar os instrumentos de convencimento.
PetrolãoMais: Dilma já assumirá o novo mandato nas cordas. Além de todas as dificuldades com as quais terá de lidar, há o estupefaciente escândalo do Petrolão. A ser verdade o que disse sobre ela o doleiro Alberto Youssef, não vai terminar o mandato; será impichada — e por boas razões.
O escândalo não vai se desgrudar dela com tanta facilidade. Youssef pode estar mentindo? Até pode. Mas ele deve conhecer as consequências de fazê-lo num processo de delação premiada. Ele pode não servir para professor de Educação Moral e Cívica, mas burro não é. E que se note: em meio a crises distintas e combinadas, a governanta promete engatar uma reforma política, com apelo a plebiscito. Vêm tempos turbulentos por aí, podem esperar.
Dilma venceu por um triz porque o terrorismo funcionou. Sua campanha foi bem além do limite do razoável. Seu governo já nasce velho, com parcela considerável do eleitorado a lhe devotar franca hostilidade. E, por óbvio, seus “camaradas” à esquerda não vão lhe dar folga. A petista assumirá o novo mandato no dia 1º de janeiro tendo à frente o fantasma do impeachment e a realidade de uma economia estagnada.
O Brasil vai acabar? Não! Países não acabam. Eles podem entrar em declínio permanente. Mas Dilma pode ficar tranquila: nós nos encarregaremos de lembrar que ela foi eleita para governar um país segundo regras que estão firmadas pelo Estado de Direito. Ela pode contar com a nossa vigilância. Agora, mais do que nunca.
Texto publicado originalmente às 20h22 deste domingo
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 26 de outubro de 2014

ELEITOR TEM 60 DIAS PARA JUSTIFICAR AUSÊNCIA NA VOTAÇÃO DESTE DOMINGO

O eleitor que estiver fora do domicílio eleitoral neste domingo (26) terá até 60 dias para preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral.
O documento pode ser acessado gratuitamente nos sites do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais eleitorais (TRE), cartórios eleitorais, postos de atendimento ao eleitor e fornecido, no dia da votação, nos locais destinados à justificativa.
Justificativa
Para estar em dia com a Justiça Eleitoral, o eleitor que estiver fora do domicílio poderá procurar hoje os postos de justificativa. Os endereços desses postos podem ser encontrados nos sites dos TREs. Nos locais, é só preencher o requerimento e entregá-lo aos mesários.
Proibições
Quem não estiver em dia com a Justiça Eleitoral não pode, por exemplo, obter passaporte ou carteira de identidade, participar de concursos públicos e obter empréstimos em estabelecimentos mantidos pelo governo.
60dias
Caso o requerimento não seja entregue no dia da votação, o eleitor tem até 60 dias, a partir de amanhã (27), para levá-lo pessoalmente a qualquer Cartório Eleitoral ou enviá-lo, via postal, ao juiz da zona eleitoral onde está inscrito. Nas duas hipóteses, o requerimento deve ser acompanhado de documento comprovando as razões da ausência. Conforme técnicos do TSE, serão aceitos passagens ou atestado médico

Orlando Silva: Ex-ministro de Lula elogia ato de vandalismo contra Veja.


Vejam o que ele escreveu em seu Twitter:

É um espanto! A que ponto chegamos? Gente que chegou ao ministério, cargo dos mais altos na política nacional, aplaudindo atos de vandalismo contra a imprensa livre? Acham que já estamos na Venezuela? Foi exatamente o que deu a entender Orlando Silva, ex-ministro dos Esportes do governo Lula, e que caiu por escândalos de corrupção e uso irregular dos cartões corporativos. ...

Denunciar? É disso que o ex-ministro chama pichação e vandalismo? De denúncia? Devo presumir que o socialista defenderia os camisas-marrom de Mussolini também, que “denunciavam” aqueles que ousavam discordar de seu “maravilhoso” projeto de poder? 

Entendo o ódio que Orlando Silva tem da liberdade jornalística. A imprensa foi quem divulgou que o ministro efetuou alguns pagamentos em restaurantes em dias que, segundo a agenda divulgada pelo ministério na internet, não haveria compromissos oficiais. Essa mania de cobrar transparência no trato com a coisa pública é insuportável para alguns mesmo.

O que esperar de alguém que ainda defende abertamente o comunismo em pleno século 21, ideologia assassina responsável pela morte de cem milhões de inocentes? Países do Leste Europeu, que foram vítimas dessa utopia maldita, baniram partidos comunistas e proibiram a foice e o martelo como símbolo, pelo mesmo motivo que a suástica nazista é vetada: jogam contra a democracia.

Agora fica mais claro ainda essa postura antidemocrática. Um ex-ministro de Lula elogiando vândalos que não respeitam as leis e a liberdade de expressão. E Orlando Silva, claro, pede voto para Dilma. Vote nela, e leve junto comunistas que aplaudem atos fascistas…

Rodrigo Constantino